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 Eu posso não saber o que é amor. Não sei me sentir amada, muito menos amar. De uma coisa eu sei, eu preciso que você me veja com calma. 


Eu sei que você já me desvendou inteira, os olhos grandes, a boca, você já sabe de tudo. Fico falando em meias palavras para que você tenha mais a decifrar, a realidade é que me sinto esgotada de conteúdo a ser desbravado, mas com uma sede infinita pela sua curiosidade. 


Já entendi que você decorou exatamente todos os contornos do meu ser, mas talvez se eu os pintar diferente, talvez assim você ainda tenha o que olhar. 


Você não muda muito, ainda assim me pego viciada em te ver, com toda a languidez que as manhãs e madrugadas permitem. Será que você sente o mesmo? Eu não te sinto cansado de mim mas me sinto cansada do seu olhar. 


Não é que eu queria te tratar como um tipo de brinquedo que eu moldo ao meu gosto. Mas eu gostaria de olhar outras versões, por favor, alternativas com alguns toques diferentes, me surpreenda. 

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