adultério
Tudo faz sentido agora. Ela apareceu do nada, ele não precisou procurar. Interessante o suficiente, bonita o suficiente, maliciosa na medida certa. Ele não queria isso, não escolheu. Mas eles tinham tanto em comum que parecia estúpido não olhar mais a fundo. Nessa vida, quando uma paixão bate na porta, só existe uma regra: você tem que ver no que vai dar.
Da primeira vez, ele foi tomado pela surpresa do extraordinário, da segunda vez, ele queria que sumisse, que a chama apagasse. Ela não tentou tanto assim, mas com sua indiferença acendia cada vez mais algo que aproximava os dois do mais puro inferno. Os dias se trocaram pelas noites, as conversas nunca acabaram e cada vez era inevitável aceitar o fim.
Termina aquilo que já não existe. Será mesmo que ele não precisou procurar? Por que será que ele estava ali naquela hora? Será mesmo que ela não sabia? Ele com certeza viu nela maldade o suficiente para que, juntos, cometessem o pecado. É muito fácil lavar as mão de um crime do qual você não viu a vítima.
Ela se engana, eu sei. Eu sei, porque a vítima sempre sabe de quem veio o golpe, por mais que estejamos cegos.
Para onde vai aquilo que não deveria ter começado? Ela tinha malícia suficiente para aceitar o crime. Ele tinha vontade o suficiente para se tornar vilão da própria história.
No fim realmente é mais fácil fingir que algo nessa vida é inevitável.
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